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Política




Protestos e revolta

Confusão durante distribuição de alimentos em Coari ilustra cenário de ‘guerra’ para eleições

Governo do Amazonas realizava entregas do programa Peixe no Prato Solidário, quando a Promotoria Eleitoral de Coari barrou a ação.

Por Kamilla Lira, 20/11/2021 16:12

No próximo dia 5 de dezembro, os moradores de Coari devem ir às urnas para eleger o novo prefeito do município amazonense. Desde que o pleito 'tampão' foi anunciado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) diversos embates políticos tiveram início em solo coariense. Durante ação do Governo do Amazonas na manhã deste sábado (20), a ‘guerra’ pelo poder em Coari ganhou um novo capítulo, com direito a operação do Ministério Público e protestos da população pela decisão do poder judiciário.

Leia mais: Eleição tampão em Coari escancara sede por poder acima de políticas públicas

Em meio ao cronograma do governo para entrega de alimentos do programa Peixe no Prato Solidário, o município de Coari recebeu a comitiva do executivo estadual, capitaneado pelo governador Wilson Lima, que esteve no local para entregar 5 toneladas de pescado e 1,8 tonelada de farinha para pessoas que vivem em vulnerabilidade social. Segundo o governo, Coari é o sétimo município do interior a receber a iniciativa do programa Peixe no Prato Solidário. 

No entanto, a ação foi interrompida pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio da Promotoria Eleitoral de Coari, que deflagrou a Operação 'In Dextro Tempore' com o apoio do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Assim que as entregas foram suspensas em Coari, as famílias que estavam aguardando pelos alimentos iniciaram uma onda de protestos. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver moradores revoltados. “Fomos impedidos de receber. Esse cara que tá ai [sic], ele tem dinheiro hoje pra ele comer e nós não temos. Nós estamos pedindo o quê é nosso”, afirma um homem.

Nas imagens, é possível notar uma grande movimentação de pessoas em especial mulheres com crianças pequenas no colo. Uma dessas mulheres aparece chorando após ser impedida de pegar alimentos distribuídos pelo governo. “Meu filho tá [sic] em casa sem comer. Porquê é só nós [sic] coarienses que sofrem? A nossa voz, o povo, não tem voz”, diz a mulher que chama a multidão para se manifestar contra a decisão da Justiça.

De acordo com nota oficial do MP-AM, a operação tem o intuito de cumprir a Lei das Eleições, que proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, seja ela estadual ou municipal, no período eleitoral, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior.

Por conta do pleito vigente, que tem como principais figuras disputando a cadeira do executivo municipal Robson Tiradentes (PSC) e Keitton Pinheiro (PSD), o MP-AM considerou que a realização de programas, prestações ou doações “podem configurar abuso de poder político e econômico, com desequilíbrio do pleito, sendo conduta ilegal, neste período”. 

O poder judiciário ainda ressaltou que recentemente foram lançados programas de fornecimento de carteiras nacionais de habilitação de forma gratuita, bem como o auxílio social estadual, cujos lançamentos para Coari foram “imediatamente agendados para o período do pleito suplementar, que em breve se realizará”. O MP-AM fez o levantamento da chegada de cerca de três mil ranchos à cidade com logística movimentada pelo Governo do Estado, e que foram estocados em Escola Estadual.

A decisão do poder judiciário foi que, após o período eleitoral, o próprio Ministério Público e a Justiça Eleitoral promovam o seguimento dos bens e serviços ofertados em período inoportuno, com curto adiamento, em respeito ao mesmo calendário eleitoral.

Governo diz que tomará providências cabíveis

Após os episódios registrados nesta manhã, o Governo do Amazonas também emitiu nota informando que “tomará as providências cabíveis para esclarecer os fatos e retomar as entregas o mais breve possível, cumprindo com o dever de prestar serviços à população, sem prejuízos principalmente às famílias de Coari”.

O governo informou que as ações do Estado realizadas, neste sábado,  no município de Coari, como entregas do Auxílio Estadual e do Peixe no Prato Solidário, fazem parte de programas que atendem necessidades urgentes da população, sobretudo pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza duramente afetadas pela pandemia da covid-19.

Em relação ao Auxílio Estadual, o executivo esclareceu que Coari é o terceiro município do interior atendido com o programa de transferência de renda. O próximo será Tabatinga. A programação para as semanas seguintes inclui municípios das calhas do Alto Solimões, Baixo Amazonas, Baixo Solimões, Madeira, Médio Solimões e Purus.

Como dito anteriormente, o município é o sétimo do interior a receber o Peixe no Prato Solidário, que já atendeu famílias de Maués, Codajás, Parintins, Rio Preto da Eva, São Gabriel da Cachoeira, Anamã e Novo Aripuanã. 

Por fim, o governo esclareceu que “não houve apreensão de aviões e embarcações do Estado”.

Fotos e vídeos: Divulgação 

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