ABN - Agência Brasil de Notícias

MENU
BUSCAR
MENU
BUSCAR

Economia




Imposto

Especialistas dizem que mudança no ICMS de combustíveis não deve conter alta de preços

No cálculo desse valor, seria considerada uma base de preços médios dos combustíveis num período de dois anos anteriores

Por Ayrton Lopes, 14/10/2021 18:57

ICMS-VENDA-COMBUSTÍVEL

(Foto: Daniel Teixeira/ Estadão)

Aprovada na Câmara na quarta-feira (13) as mudanças na cobrança do ICMS da gasolina, óleo diesel e etanol podem ajudar a reduzir a volatilidade dos preços para os consumidores, mas não resolvem o problema de alta desses produtos e da inflação, afirmou especialistas. Para eles, a proposta não é estruturante e, portanto, é insuficiente.

No cálculo desse valor, seria considerada uma base de preços médios dos combustíveis num período de dois anos anteriores. O texto foi encaminhado para o Senado.

Se fosse adotada agora, a medida até poderia levar a uma queda de preços aos consumidores, já que, no início de 2020, o petróleo e os seus derivados não estavam tão valorizados. O problema será o futuro, quando as cotações atuais forem consideradas no cálculo do ICMS. O barril do tipo Brent está sendo negociado na Europa acima de US$ 82, mais do que o dobro da cotação de um ano atrás. Essa alta do petróleo influencia os preços dos combustíveis vendidos pela Petrobras.

Em sua opinião, há o risco de as distribuidoras e revendedores capturarem possíveis ganhos tributários com as mudanças propostas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, para recompor margens. Da mesma forma, uma nova alta de preço nas refinarias da Petrobras pode superar reduções do ICMS e, no fim das contas, não haver queda de preços nas bombas.

Ferreira lembra que o governo federal, no início deste ano, suspendeu a cobrança do PIS e Cofins que incide sobre o diesel, numa tentativa de baratear os combustíveis. Para os motoristas, no entanto, nada mudou, porque, no mesmo período, a Petrobras reajustou o combustível, o que acabou compensando a redução tributária.

Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, avalia que a proposta da Câmara não resolverá o problema da alta dos combustíveis. Ainda assim, acredita que a fixação de um valor no lugar de alíquotas de ICMS pode ser um passo importante para reduzir a volatilidade dos combustíveis.

Diante da promessa de deixar os combustíveis mais baratos, a proposta deve ser aprovada no Senado, acredita o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista na área de petróleo, Luciano Losekann. "É difícil se posicionar contra a redução do preço da gasolina, que é como a questão está sendo colocada para a opinião pública", afirma.

O preço dos combustíveis é composto pelas fatias da Petrobras, da distribuição e revenda, pelo custo do etanol anidro, no caso da gasolina, e do biodiesel, no caso no óleo diesel, e ainda pelo ICMS, cobrado dos Estados, e pelo tributos federais Cide e PIS/Pasep e Cofins. No período de 3 a 9 de outubro, a fatia da Petrobras correspondia a 33,6% do preço da gasolina e a 54% do preço do litro do diesel, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

(*) Com informações do Estadão

ABN - Agência Brasil de Notícias

© Copyright 2021 ABN - Agência Brasil de Notícias.

Nome completo

E-mail

Assine nossa newsletter e receba em seu e-mail nossas notícias em seu e-mail em tempo real.

Faça sua busca em nosso banco de notícias

Nome

Aguarde carregando...

Aguarde, carregando o sistema...

0%

Cadastre-se

Nome completo ou nome da empresa

E-mail

CPF ou CNPJ

Telefone fixo

Celular

Senha


Esqueci Minha Senha

Voltar ao login


Formulário de contato

Nome

E-mail

Telefone ou celular

Texto