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Investigações

Moraes unifica inquéritos sobre milícias digitais e ‘Fake News’ em live de Bolsonaro

A decisão do ministro atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

Por Larisse Cruz, 11/05/2022 11:34

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu analisar de forma conjunta o inquérito das milícias digitais e a investigação sobre fake news na ‘live’ do presidente Jair Bolsonaro, em julho do ano passado, onde cita supostas fraudes nas eleições de 2014 e 2016.

A decisão de Moraes atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão argumentou a necessidade de agrupar os dois inquéritos antes de decidir se denuncia ou não Bolsonaro.

"Como se vê, os elementos de prova colhidos nesta petição incidental, instaurada para apuração dos fatos envolvendo a live realizada pelo presidente da República na data de 29/7/2021, devem ser analisados em conjunto com a investigação principal conduzida no inquérito 4.874/DF, cujo objeto é uma organização criminosa complexa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político, com objetivo de atacar o Estado democrático de direito", escreveu o ministro.

Já na investigação que apura a suposta existência de milícias digitais, a suspeita é de que as dependências do Palácio do Planalto foram usadas para promover os ataques virtuais a opositores do presidente e a instituições e a disseminar notícias falsas.

Segundo a delegada da Polícia Federal Denisse Ribeiro — responsável pelos inquéritos das fake news e das milícias digitais — esse grupo, que teria usado a estrutura do "gabinete do ódio", seria formado por aliados de Bolsonaro e seriam abastecidos com dinheiro público.

Em fevereiro, Moraes permitiu o compartilhamento de material entre as duas investigações, atendendo a um pedido da Polícia Federal, corroborado pela PGR. Na ocasião, o magistrado afirmou que a medida havia sido tomada "em razão da identidade de agentes investigados nestes autos e da semelhança do modus operandi das condutas aqui analisadas". O ministro também decidiu, no mesmo mês, determinar o envio dos dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão de Moraes acontece em meio à crise em que as Forças Armadas tentam interferir na atuação da Justiça Eleitoral. Bolsonaro sugeriu que os militares fizessem uma "apuração paralela" de votos, em nova escalada aos ataques contra o processo eleitoral brasileiro.

Foto da capa: Divulgação

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