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Pandemia

Nova variante do coronavírus pode escapar das vacinas já existentes

A B.1.1.529 foi descoberta em Botsuana e possui 32 mutações na proteína spike, a parte do vírus utilizada pela maioria das vacinas.

Por Filipe Vasconcelos, 25/11/2021 15:46

Foto: NIAID

Uma nova variante do coronavírus descoberta em Botsuana, país localizado na África Austral. Batizada de B.1.1.529, a nova variante contém um número extremamente alto de mutações. A nova cepa já foi confirmada em dez novos casos de covid-19 em três países: Botsuana, África do Sul e Hong Kong, e cientistas já fazem alerta para o perigo de possíveis novas ondas da doença.

O surgimento dessa a nova variante preocupa os pesquisadores porque algumas das mutações podem ajudar o vírus a escapar à imunidade. Os primeiros casos da variante foram registrados em Botsuana no dia 11 de novembro, seguidos de mais três infecções na África do Sul. Um homem de 36 anos em Hong Kong realizou um teste PCR que deu negativo no dia 22 de outubro, no dia 13 de novembro, após um novo teste, apresento resultado positivo.

A variante B.1.1.529 possui 32 mutações na proteína spike, a parte do vírus utilizada pela maioria das vacinas para preparar o sistema imunológico contra a covid-19. Essas mutações podem dificultar o ataque das células do sistema imunológico sobre o vírus, tornando a covid-19 resistente contra os atuais imunizantes.

Para o virologista Tom Peacook, do Imperial College, afirma que “a quantidade incrivelmente alta de mutações de pico sugere que isso pode ser uma preocupação real”.

Já a médica Meera Chand, microbiologista e diretora da UK Health Security Agency, afirmou que, em parceria com órgãos científicos de todo o mundo, a agência vem monitorando constantemente a situação das variantes de SARS-Cov-2 em nível mundial. Ela afirma que é esperado que o vírus sofra mutações, e que seus impactos são avaliados constantemente.

Devido ao aumento de casos em Gautng, área urbana que inclui Pretória e Joanesburgo, virologistas da África do Sul já estão e alerta, uma vez que a região detectou casos da variante B.1.1.529.

O professor microbiologista a Universidade de Cambridge, Ravi Gupta, explica que já encontrou duas mutações na B.1.1.529 podem aumentar o nível de infecção e reduzir o reconhecimento dos anticorpos. Mas deixa claro que, inicialmente, a prioridade é verificar o quanto a nova cepa pode ser infecciosa, e que o fato do vírus escapar das vacinas já existentes ainda não é o foco dos pesquisadores.

(*) Com informações da Agência Brasil

Foto da capa: Shuttestock 

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